A Mágica De Muñoz Molina. Uma Visão Etnográfica 1

A Mágica De Muñoz Molina. Uma Visão Etnográfica

Em uma ocasião, conversando com um amigo professor de estatística sobre isto as possibilidades de acertar o número premiado de qualquer tipo de loteria, eu acho que a primitiva, eu argumentou: “esqueça, é quase impossível”. Você acha que se numa de suas novelas contas que acertaste os leitores são o creriam?

Me deixou refletindo sobre isso durante um tempo, visto que, de fato, um dos elementos que com mais freqüência protagonizam as novelas é o acaso. O leitor costuma localizar nas narrativas de dados improváveis, acontecimentos que pra que aconteçam seriam necessárias doses tão elevadas de acaso, que por lógica, deveríamos considerá-los impossíveis. Por que o leitor os costuma aceitar como verosímeis?

Por que os vive como se de fato pudessem realizar-se dentro da mais absoluta normalidade? A resposta, do meu ponto de vista, é muito descomplicado: basta nos aceitamos como normais, porque o acaso, essa coincidência quase inadmissível, é normal, existe e é muito contínuo. Meu comparsa, o professor de estatística, se esqueceu de reflexionar que nessa avenida de cem km de comprimento, existem milhões de pessoas à busca de baralho marcado e que o anormal seria que nenhuma delas o encontrasse.

  1. Desconhecido. 1995: “Miss Brasil”. “Portanto é a Venezuela”, 1:Seis
  2. doze de agosto: Grizzly Man, de Werner Herzog
  3. Coloque uma pequena quantidade de base de maquiagem a respeito da tua mão
  4. 6 Dinastias do Sul e do Norte
  5. GL1500 (F6C europa) ou (Valkyrie Estados unidos)
  6. Jack Antonoff – produtor (1, 10), arranjos (1, 10)
  7. , 02 de março de 2009 | 13:27
  8. Lip balm ou batom de longa duração

Insuficiente antes da Semana Santa me telefonou pro organizador desse curso, José Luis Buendía, pra proponerme conceder uma conferência a respeito Antonio Muñoz Molina. Poucos dias depois viajei pra Pensilvânia para visitar meu filho que fornece aulas de português pela Escola de Bucknell.

Esta Faculdade está em Lewisburg, uma pequena vila de casas de madeira no modo da Nova Inglaterra, rodeada por campos de cereais cultivados por comunidades amish e de menonitas. Neste momento todos sabem, a estúpida sensação de orgulho que um experimenta no momento em que se acredita escolhido por sorte, apesar de que, na realidade, nunca se compreende como vai jogar contigo, e de que forma tudo acabará.

Como meu inglês é precário, tive que aguardar mais de dez dias para que o meu filho me enviasse a tradução por e-mail: MÁGINA: do rural para o moderno. Na verdade, eu decidi fazer o meu trabalho de campo em Mágina graças a ele e a tua namorada, Nadia. Quando os conheci neste instante estava quase pronto para ir a uma destas tribos distantes para executar um ritual sem o qual, nos Estados unidos, antropólogo não é nada: o do trabalho de campo.

eu Tenho que manifestar que não estava muito satisfeito com a decisão de ir pros Pigmeus, e não apenas por razões de ordem teórica, entretanto essencialmente por motivos pessoais. O procedimento da observação membro, que desde que foi instaurado por Malinowski se tornou um dogma essencial da etnografia, é juntar-se plenamente pela comunidade estudada e viver exatamente como eles. A sorte quis que em uma viagem pra Nova York, pra visitar o meu diretor de tese em Columbia e concluir os detalhes do serviço de campo, me alojase no mesmo hotel em que se encontravam Manuel e Nadia. Eram bem mais adolescentes do que eu. Os 2, Manuel e Nadia, viviam naquela data, uma bela história de afeto.

eles haviam Se conhecido em Mágina muito adolescentes, quando ele ainda estudava no Instituto e ela foi ir um dia com seu pai, um tempo de revival. Ela desse jeito se apaixonou de Manuel, entretanto ele nem sequer se lembrava de tê-la conhecido. Voltaram a Se achar tempo depois, durante um congresso em não entendo que povo, Nadia organizou um encontro que parecesse casual e, nesta ocasião, ele também se apaixonou. Constataram-Se um ao outro a começar por memórias de Mágina, da cidade os unia ainda mais, passavam horas no quarto do hotel informando daquele antigo público do sul de Portugal. Eu não sabia quase nada de Andaluzia, a localidade do sul de Portugal em que se descobre Mágina.

A comarca de Mágina me surpreendeu naquele pôr-do-sol de dezembro de 1969. Nunca tinha visto os bosques de oliveiras: uma natureza tão ordenada e monótona que lhe devolve o ver para si mesmo. A maioria das terras da província de Jaén, a que pertence Mágina, estão dedicadas à monocultura do olival, e aquela, o inverno, era a época da colheita de azeitona. As equipes eram compostas por homens, mulheres e criancinhas pro jornal. Os homens ganhavam o dobro. Diversos deles eram proprietários clássicos ou parceiros, outros se dedicavam a ofícios não agrícolas, mas para todos era a única maneira de comprar um complemento econômico que ajudasse a seus precárias economias no limite da subsistência.